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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Justiça foi feita?

O animal foi morto, aliás, ele e outros pedófilos... Olhem que bacana, não sabia desse detalhe, deveria ser assim em toda rebelião, primeiro sacrificam-se os pedófilos, estupradores e afins.. Mas aí fica a dica.. O sacrifício em si não vai doer tanto, então, antes disso deveriam fazer um tratamento mais intimo com eles né... colocar uma sainha, deixa-los de prontidão para todos os homens necessitados do presídio... Faze-los sentir aquilo que eles fizeram a outras pessoas.
O lavrador José Agostinho Bispo Pereira, conhecido como "Fritzl do Maranhão", está entre os seis mortos na rebelião na carceragem da delegacia de Pinheiro, região norte do Estado. A informação foi confirmada em nota pelo governo do Maranhão.

José Agostinho foi preso em junho do ano passado, acusado de ter relações sexuais com a filha ao longo de 17 anos e gerar sete filhos-netos com ela, em uma ilha onde moravam isolados próximo a Pinheiro. Uma outra filha, mais velha, também teve um filho com o próprio pai, conforme apontaram exames de DNA. Um laudo pericial apontou que uma das filhas-netas, de 5 anos, também foi abusada. Em dezembro, o lavrador foi condenado a 63 anos de prisão.

Além de José Agostinho, outros cinco detentos - em sua maioria envolvidos em casos de pedofilia morreram no motim, iniciado por volta das 23h de ontem. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP), o movimento começou após uma tentativa frustrada de fuga. Entre as reivindicações dos rebelados está o fornecimento de comida caseira, já que a maioria dos presos são residentes em Pinheiro e querem receber comida de seus familiares.

Foram deslocados para as negociações no local o secretário adjunto de Inteligência da SSP, Laércio Costa, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Franklin Pacheco, e o superintendente de Polícia Civil do Interior, Jair Lima de Paiva. Eles estão acompanhados de um juiz e dois promotores de Justiça da comarca de Pinheiro, além de um pastor que foi solicitado pelos presos.

Policiais Militares do Batalhão de Choque e uma equipe do Grupo Tático Aéreo (GTA) também foram destacados para o município desde a madrugada e já cercaram toda a área em torno da delegacia, segundo a SSP.


Segundo a Polícia Militar, os presos reclamam da superlotação da carceragem - a delegacia tem 97 presos, quando a capacidade seria de apenas 35 vagas. De acordo com a secretaria, está em trâmite processual a construção de uma unidade prisional no município, em convênio entre o governo do Estado e o Departamento Penitenciário do Ministério de Justiça. O novo presídio, que deve ter suas obras iniciadas nos próximos meses, terá capacidade para 396 detentos.


http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4935078-EI5030,00-Fritzl+do+Maranhao+esta+entre+as+vitimas+de+rebeliao.html

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Exigência de documento com foto para votar cria novo clientelismo no Maranhão

Lendo essa reportagem na Folha, não tive como não pensar em compra de votos, porque realmente é isso o que acontece, se o eleitor se vincula ao candidato que dá as condições para que ele vá tirar um documento, não estaria caracterizada uma irregularidade, a compra do voto? E que vergonha, antes o povo trocava voto por camiseta, dentadura, gasolina, agora é por um documento de identidade, cadê a dignidade meu povo??

A exigência de apresentação de um documento com foto, além do título eleitoral, para votar criou um novo mercado para o clientelismo eleitoral no interior do país.

No Maranhão, cabos eleitorais pagam o transporte para jovens de famílias de baixa renda tirarem a carteira de trabalho, e ficarem aptos para a votação. A oferta pressupõe o compromisso de voto nos candidatos que bancam a viagem.

A reportagem da Folha ouviu relatos dessa compra indireta de votos nos municípios de Cachoeira Grande e de Morros, situados a cerca de 100 Km da capital maranhense, na região conhecida como Vale do Munin, em referência ao rio que corta as localidades.

A estudante Silmara Cruz, 18, contou que ela e a irmã Cecília, 19, tiraram carteira de trabalho dessa forma, na semana passada. Ela disse que viajou com mais sete jovens a Axixá, um município vizinho, para obter o documento, com passagem paga por pessoa ligada ao grupo de Roseana Sarney(PMDB).

A jovem é aluna do segundo grau do Centro de Ensino Tancredo Neves, uma escola pública estadual com 580 alunos. A diretora adjunta da escola, Marizete Santos, disse que a maioria dos estudantes não tem carteira de identidade, nem CPF, o que, inclusive, impede a participação deles nos exames do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Dos 68 alunos que concluíram o ensino médio na escola, no ano passado, 30 ainda não retiraram o histórico escolar por falta de carteira de identidade, o que dá uma dimensão do problema.

Aleff Oliveira Reis, 17, aluno do 2º ano do ensino médio, também viajou a Axixá, para tirar carteira de trabalho, com passagem custeada pelo PMDB.

O jovem disse que não conseguiu o documento no próprio município, porque a prefeitura alegou que estava sem o material para a emissão da carteira de trabalho.

Davi Teixeira, 18, mora com a avó, um prima, um irmão e um sobrinho, a 5Km de Morros. Ele e a avó plantam milho, mandioca e feijão para subsistência da família. O jovem cursa o 3º do ensino médio e não tem carteira de indenidade, nem a de trabalho, mas defende a exigência de um documento com voto para votação, para evitar fraude.

Disse que a situação financeira da família é muito difícil, e ele não pode gastar R$ 35 para ir a São Luís tirar a carteira de identidade. Disse que daria o voto para presidente a Dilma Rousseff, por causa de Lula, e que está indeciso em relação à eleição para governador.

Em Cachoeira Grande, estudantes contaram que os cabos eleitorais pagaram viagem até São Luís para a obtenção de carteira de identidade, e que enviavam uma pessoa na véspera para obter as senhas par agilizar o atendimento ao grupo.


http://www1.folha.uol.com.br/poder/806833-exigencia-de-documento-com-foto-para-votar-cria-novo-clientelismo-no-maranhao.shtml
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